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Home Office serve para quem?

Posted in Notícias on December 19th, 2009 by Fábio Queiroz – 5 Comments

Home Office não serve para todos:

  • os tipos de função
  • os tipos de pessoa
  • os tipos de empresa

Há muito tempo o termo “Home Office” surge na pauta dos jornalistas/bloggers nos vários sites especializados de TI. É sabido que este tipo de modalidade de trabalho existe em alguns países do chamado Primeiro Mundo (como os EUA, por exemplo). Porém, e o nosso Brasil, como fica?

Bom, aqui no nosso amado e lindo Brasil, encontramos alguns dos obstáculos legais, burocráticos, culturais e técnicos. Falar de obstáculos legais e burocráticos não vem ao caso, já que é sabido que o Brasil possui um regime de trabalho datado de mais de 5 décadas, totalmente ultrapassado para os tempos modernos. O curioso são os obstáculos culturais.

Culturalmente, os processo de desenvolvimento de software utilizam perfis de profissionais distintos, conduzidos pelo conhecido Gerente de Projetos ou pelo agora famoso Scrum Master (ou qualquer outro nome que possa caracterizar este profissional). Em um projeto, independente de qualquer metodologia, o tangível para o Cliente é o entregável, o software, a aplicação, não importando quem o produziu ou quantas pessoas participaram do processo. Para um programador, sua função é gerar código. Neste caso, fica a pergunta: importa se o profissional está fisicamente no escritório ou em casa ou na cafeteria ou no shopping, se tecnicamente tem total condição de gerar o código/entregável e colaborar com a equipe?

Por que disse ser um obstáculo “curioso”? Então, no caso de gestão, há ainda a visão paternalista, onde o gestor precisa ver seus colaboradores, ter a percepção visual de presença das pessoas. Por outro lado, há profissionais que não se adequam ao conceito do Home Office, da falta de um gestor presente, dos colegas, da DISCIPLINA. Curioso não?

Por isso que Home Office não funciona para todos os tipos de pessoas. A DISCIPLINA é fundamental.

Do ponto de vista técnico (ok, falarei só um pouco sobre essa perspectiva), a empresa/empregado devem sempre pensar em:

  • Comunicação / Colaboração entre os membros da equipe
  • Segurança da informação
  • Backup
  • Contingência a desastres

Citando apenas alguns itens, é perceptivo que são questões importantíssimas e que não devem ser tratadas com descaso.

Do ponto de vista dos benefícios da adoção do Home Office, temos;

  • Empresa
    • Economia valor metro quadrado, energia, água, itens de higiene, etc
    • Economia com a aquisição/manutenção de equipamentos
    • Economia com itens de escritório
  • Empregado
    • Economia no percurso à empresa (nos grandes centros urbanos) – estudos indicam que o Brasil perde fortunas com tempo dos empregados no trânsito das grandes cidades
    • Maior tempo para lazer
    • Conforto de estar em casa

Bom, esse assunto pode gerar muito mais discussão e por isso paro por aqui com essas conjecturas.

E você, gostaria de trabalhar no regime de Home Office? Acha que funciona?

Evoluindo de Programador Jr para ARQUITETO DE SOFTWARE

Posted in Notícias on June 5th, 2009 by Fábio Queiroz – 4 Comments

Durante a faculdade você é introduzido aos conceitos computacionais e é oficialmente apresentado a algumas linguagens de programação como C, C++, Cobol, Pascal, Microsoft# (C#, J#, VB, etc), Java e talvez algumas outras.

Já pensando em seu futuro profissional (e financeiro), decide procurar estágio em algumas empresas de tecnologia (normalmente, consultorias) para aprimorar seus conhecimentos e já ser introduzido no famoso e tão falado Mercado de Trabalho. Fazer o seu networking.

Nos seus primeiros dias, as vezes, você passa por um processo de imersão em uma das linguagens de programação que fez questão de reforçar sem seu currículo ou deu ênfase na entrevista (claro, as empresas não contratam sem antes te avaliar). Logo após esse período, você é informado que será “alocado” em um cliente. Ótimo, novos contatos.

Logo no seu primeiro dia, ou 1) estará totalmente ocioso por não ter desktop preparado para sua chegada ou 2) terá que fazer a instalação de todos os softwares que aquele cara mais experiente/velho (geralmente) te indicou. Você programa e programa, se parar. Percebe que seus códigos são inspecionados, validados. Mas, para sua sorte, o cara experiente/velho arrumou um tempo e te explicou como deve ser feito (ou te passou uma bronca, vai saber). E começa sua saga.

Algum tempo/anos depois, você já se vende como “Pleno”, já que passou por um período de treinamento na empresa anterior, já fez 1 ou mais projetos Web (vários CRUDs, onde você colocou todo o código SQL na camada de apresentação, duplicou métodos, etc).

Nessa sua nova empreitada, vem o tal cara experiente/velho lhe contando sobre o projeto, que tem que seguir alguns padrões, um tal de Best Practices, e você pensando: “pronto, estou lascado”. Mas por sua sorte, esse cara te passa as dicas sobre essas boas práticas e você, MUITO INTERESSADO, busca conhecer mais. Você começa a construir códigos melhores. A curiosidade sobre novos itens te aguça o cérebro. Percebe que uma certificação destaca e desempata e sai à conquista das suas.

Mais um tempo/ano se passa e você se vende agora como “Sênior”, claro, já que se vão alguns anos programando, já com várias siglas adicionadas sem seu currículo (o famoso CV), várias ferramentas para desenvolvimento, alguns produtos de algumas empresas, etc.

E não é que novamente você encontra o cara experiente/velho novamente? Incrível. Em todo lugar que você entra para trabalhar está lá esse cara. Mas agora você já entende o seu papel, e como “Sênior”, suas responsabilidades são maiores. Você já tem novas tarefas (como ser tutor dos seus colegas “Junior”) e novas metas. Certificações. E você começa a enxergar o mundo dos códigos com novos olhos (salve, ó Escolhido), começa a enxergar um mundo de integrações e possibilidades à sua volta.

Mais um tempo/ano se passam e agora você é aquele cara experiente/velho. Várias responsabilidades, pressões, horas extras, finais de semana trabalhando para cumprir ou adiantar os prazos. PARABÉNS, bem vindo ao clube.