Evoluindo de Programador Jr para ARQUITETO DE SOFTWARE
Posted in Notícias on June 5th, 2009 by Fábio Queiroz – 4 CommentsDurante a faculdade você é introduzido aos conceitos computacionais e é oficialmente apresentado a algumas linguagens de programação como C, C++, Cobol, Pascal, Microsoft# (C#, J#, VB, etc), Java e talvez algumas outras.
Já pensando em seu futuro profissional (e financeiro), decide procurar estágio em algumas empresas de tecnologia (normalmente, consultorias) para aprimorar seus conhecimentos e já ser introduzido no famoso e tão falado Mercado de Trabalho. Fazer o seu networking.
Nos seus primeiros dias, as vezes, você passa por um processo de imersão em uma das linguagens de programação que fez questão de reforçar sem seu currículo ou deu ênfase na entrevista (claro, as empresas não contratam sem antes te avaliar). Logo após esse período, você é informado que será “alocado” em um cliente. Ótimo, novos contatos.
Logo no seu primeiro dia, ou 1) estará totalmente ocioso por não ter desktop preparado para sua chegada ou 2) terá que fazer a instalação de todos os softwares que aquele cara mais experiente/velho (geralmente) te indicou. Você programa e programa, se parar. Percebe que seus códigos são inspecionados, validados. Mas, para sua sorte, o cara experiente/velho arrumou um tempo e te explicou como deve ser feito (ou te passou uma bronca, vai saber). E começa sua saga.
Algum tempo/anos depois, você já se vende como “Pleno”, já que passou por um período de treinamento na empresa anterior, já fez 1 ou mais projetos Web (vários CRUDs, onde você colocou todo o código SQL na camada de apresentação, duplicou métodos, etc).
Nessa sua nova empreitada, vem o tal cara experiente/velho lhe contando sobre o projeto, que tem que seguir alguns padrões, um tal de Best Practices, e você pensando: “pronto, estou lascado”. Mas por sua sorte, esse cara te passa as dicas sobre essas boas práticas e você, MUITO INTERESSADO, busca conhecer mais. Você começa a construir códigos melhores. A curiosidade sobre novos itens te aguça o cérebro. Percebe que uma certificação destaca e desempata e sai à conquista das suas.
Mais um tempo/ano se passa e você se vende agora como “Sênior”, claro, já que se vão alguns anos programando, já com várias siglas adicionadas sem seu currículo (o famoso CV), várias ferramentas para desenvolvimento, alguns produtos de algumas empresas, etc.
E não é que novamente você encontra o cara experiente/velho novamente? Incrível. Em todo lugar que você entra para trabalhar está lá esse cara. Mas agora você já entende o seu papel, e como “Sênior”, suas responsabilidades são maiores. Você já tem novas tarefas (como ser tutor dos seus colegas “Junior”) e novas metas. Certificações. E você começa a enxergar o mundo dos códigos com novos olhos (salve, ó Escolhido), começa a enxergar um mundo de integrações e possibilidades à sua volta.
Mais um tempo/ano se passam e agora você é aquele cara experiente/velho. Várias responsabilidades, pressões, horas extras, finais de semana trabalhando para cumprir ou adiantar os prazos. PARABÉNS, bem vindo ao clube.